Morte lenta

Bebia lentamente com os olhos postos em qualquer lugar. Beberricava para que o café durasse  o mais possível porque nao tinha dinheiro para outro nem ganhava dinheiro para mais. O que sim tinha era tempo, tanto tempo como o resto do mundo. 24 horas de sorvos lentos de realidade desesperante que nao queria viver. Nao queria viver sorrisos alheios e abraços sem calor. Nao queria familias imaginárias nem cafés demasiados lentos. Por nao querer deixou de viver, lentamente, como sorvos de um café infinito, pendurado na ventoinha que existia sem saber. 12 – IX- 2011, Oviedo

Deixar um comentário

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.